O primeiro passo crítico é frequentemente o alívio de tensões. O alto aporte de calor localizado do revestimento a laser cria tensões residuais significativas dentro do substrato de aço inoxidável e da camada de revestimento. Para prevenir distorção, trincagem ou redução da vida à fadiga em serviço, um tratamento térmico controlado é aplicado. Para aços inoxidáveis austeníticos como o 316L, isso tipicamente envolve um ciclo de solubilização para dissolver fases secundárias e homogeneizar a microestrutura, seguido por um resfriamento rápido para restaurar a resistência à corrosão ideal. Esta etapa é fundamental para peças destinadas a aplicações críticas em nuclear ou aeroespacial e aviação.
O revestimento a laser é um processo aditivo que deposita material, portanto o componente sai da célula de revestimento em uma condição de "quase-forma final" com excesso de material (sobreposição). A usinagem CNC de precisão é, portanto, uma etapa de pós-processamento obrigatória para atingir as tolerâncias dimensionais finais e o acabamento superficial. Dado que a camada de revestimento é frequentemente mais dura que o material base devido à solidificação rápida, a usinagem requer ferramentas e parâmetros especializados. Para características internas intrincadas ou áreas de difícil acesso, a Usinagem por Descarga Elétrica (EDM) pode ser empregada como um processo complementar.
Para muitas aplicações, especialmente no processamento farmacêutico e alimentício ou em hidráulica marítima, um acabamento superficial específico é necessário. Após a usinagem, processos como retificação, polimento por fluxo abrasivo ou eletropolimento são utilizados. Essas etapas alisam a superfície, reduzem a microrugosidade que pode iniciar corrosão ou propagação de trincas, e melhoram a aparência estética. Uma superfície polida e não porosa é essencial para prevenir o crescimento bacteriano e garantir a limpeza em aplicações sanitárias.
A inspeção rigorosa é a etapa final e crucial do pós-processamento. Isso valida a qualidade da ligação e a integridade da camada de revestimento. A típica testagem e análise de materiais inclui: Inspeção por Líquidos Penetrantes (DPI): Para detectar defeitos que rompem a superfície, como trincas ou falta de fusão na interface do revestimento. Ensaio por Ultrassom (UT): Para identificar defeitos subsuperficiais, porosidade ou ligação incompleta. Metrologia Dimensional: Usando MMCs (Máquinas de Medição por Coordenadas) ou scanners a laser para verificar a geometria final da peça em relação às especificações de projeto. Isso garante que a peça revestida a laser atenda aos rigorosos padrões de desempenho exigidos por setores como geração de energia e militar e defesa.