As cotas do coletor de escape derivam cerca de 0,1 mm após 300 peças, porque a cavidade se desgasta e os lotes de cera mudam. Manutenção da ferramenta a cada 5.000 ciclos e um controle de cavidade por lote mantêm a deriva nessa faixa; sem eles ela cresce até consumir o sobremetal de usinagem. A deriva é um número de processo, não uma taxa de rejeição.
Dois caminhos de desgaste se abrem ao mesmo tempo, e são medidos de formas diferentes. A cavidade se desgasta onde a cera flui mais rápido — no ataque e na curva dos canais —, então uma cota no nominal após a primeira peça desvia alguns centésimos de milímetro com a produção. Os lotes de cera mudam mais devagar: um lote novo pode deslocar a retração alguns centésimos de por cento, pouco no corpo e suficiente numa face de brida.
Neste coletor a deriva apareceu como 0,1 mm em 300 peças, medida no modelo de cera nos centros das bridas. A cavidade andou no sentido do desgaste, e a troca de lote somou em vez de compensar. Essa combinação é o normal; os dois efeitos raramente vão em sentidos opostos.
O desgaste aparece como tendência, não como uma peça fora da faixa. O primeiro sinal é uma variação lenta da distância entre centros de brida no modelo de cera, numa direção ao longo de vários lotes. O segundo é rebarba que volta num canto retificado a 0,05 mm, porque a aresta de partição arredonda com os ciclos. O terceiro é o peso: um modelo que ganha 0,2 g diz que a cavidade abriu em algum ponto.
Um modelo fora da faixa costuma ser ajuste de prensa ou ferramenta fria. Uma tendência em três lotes é a cavidade, e ela se confirma medindo a cavidade, não mexendo na prensa. Ler a tendência custa uma medição por lote; perdê-la custa o sobremetal.
Três controles em três frequências cobrem a deriva sem transformar a linha numa sala de metrologia.
Cada lote: cinco modelos de cera medidos nos centros de brida e no comprimento do corpo. A tendência entre lotes é a decisão; um valor isolado é só um aviso.
A cada 5.000 ciclos: a ferramenta é mantida, os planos de partição conferidos e a cavidade medida contra a ficha. O intervalo vem da taxa de desgaste, não do calendário.
Cada lote de cera: uma amostra retida e uma medição do primeiro lote. Trocar de lote sem amostra transforma um número conhecido em estimativa.
O controle por lote lê o limite do controle dimensional em fundição de precisão, não o limite do desenho: pergunta se o processo ainda está na faixa, não se a última peça passou.
A retífica ganha enquanto a deriva estiver abaixo de 0,1 mm e for unidirecional. Uma cavidade que andou 0,05 mm num sentido se corrige repassando as faces afetadas ou ajustando a compensação na ficha da ferramenta: um dia de ferramentaria. A ferramenta nova começa quando a deriva não é unidirecional, quando o plano de partição foi retificado duas vezes e não fecha mais a 0,05 mm, ou quando a correção precisaria mover mais de 0,15 mm.
Nesse ponto a cavidade já não é a que a primeira peça aprovou, e uma ferramenta nova custa menos do que perseguir a antiga. Um caso de produção em fundição de aço inoxidável mostra o mesmo corte: a primeira manutenção é retífica, a terceira é decisão.
0,1 mm de deriva não é sentença de refugo. Diz que o processo andou dentro da faixa e que o sobremetal de 1,5 mm ainda absorve. Não diz que as próximas 300 peças vão se comportar igual; isso depende do intervalo de manutenção e do próximo lote de cera.
Também não diz que a peça está fora da tolerância. A CT6 conforme ISO 8062-3 admite 0,9 mm de desvio de forma, e 0,1 mm de deriva fica bem dentro. O número que importa é o sobremetal restante, e é isso que a tendência por lote protege.
Envie o desenho e o histórico de lotes; devolveremos um orçamento de deriva com as três frequências de controle e o intervalo de manutenção que mantém a peça no sobremetal, cotado com a rota de fundição de precisão a vácuo, antes do primeiro lote.